Ontem, logo após o empate contra o Corinthians, redigi meu último post alertando o Palmeiras para o jogo contra o Fluminense, seu próximo compromisso, uma equipe desesperada para escapar do rebaixamento e, por este motivo, traiçoeira. Pouco depois de publicado o post, começava o jogo do Cruzeiro que, disse também, corria por fora em direção ao G4 e à Libertadores da América. O adversário era o Fluminense. No primeiro tempo o time mineiro apenas passeou, venceu por 2 a 0 e ainda se deu ao luxo de perder um pênalti. A perspectiva era de goleada. Pois bem, o Fluminense que voltou para a etapa final era outro: vibrante, melhor posicionado em campo e com muita ganas de vencer. E não deu outra! Fez um, dois e, pasmem, três! O time carioca, para desespero do técnico Adilsom Batista, do Cruzeiro, virou o jogo em pleno Mineirão. A torcida que cantava e vibrava com os 2 a 0, passou a gritar e a xingar com os 3 a 2 para o último colocado do Brasileirão 2009. Ninguém foi polpado. As ofensas iam do presidente ao ponta-esquerda, todos tratados como incompetentes. E foram, não há dúvidas. A vitória muda pouco a vida do Fluminense, que agora é penultimo; a derrota muda muito a vida do Cruzeiro, que distanciou-se do G4. A persistir esta performance, de balançar na hora H, é bom o time estrelado de Minas comprar pares de binóculos seguir enxergando o G4, que está se distanciando, distanciando, distanciando. É este o risco que corre o Palmeiras. O Fluminense quer ressuscitar na competição e o Verdão não pode deixar que seja com os pontos que lhe são cada vez mais caros. É seriedade do começo ao fim. Pressão neles!
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