Apesar dos pesares, o empate que o São Paulo conquistou diante do Grêmio ontem, no Olímpico, em Porto Alegre, foi de bom tamanho. Não jogou o suficiente para vencer e muito menos para perder, pois o Grêmio, ainda que empurrado pela torcida, jamais chegou a merecer a vitória. O 1 a 1 deixou o Tricolor na liderança do Brasileirão. Trata-se de uma posição momentânea, que pode ser alterada no próximo domingo caso o Palmeiras passe pelo Fluminense, desesperadaço, lá no Maracanã. Mas voltando ao jogo de ontem em Porto Alegre, faz-se importante lembrar as três expulsões dos jogadores do São Paulo: Borges, Dagoberto e Jean. Os três receberam cartões vermelhos em jogadas estúpidas, desnecessárias. E todos foram excluidos do jogo sem desculpas. O árbitro agiu correta e prontamente. Esperava que a diretoria do São Paulo fosse atuar com rigor nos três casos. Afinal, o time está numa disputa renhida com o Palmeiras e não pode abrir mão assim, de bobeira, de três importantes valores. No entanto, chega do Morumbi a informação de que a diretoria do São Paulo não vai punir nenhum dos expulsos para que não aconteça qualquer agitação no ambiente. Um absurdo! A impunidade é que pode gerar uma situação de descontrole e a agitação nascer dentro do próprio grupo e não provocada pela imprensa, como insinuou a diretoria do Tricolor. Se os dirigentes sampaulinos lavaram as mãos, que o Tribunal de Justiça da CBF cumpra o seu papel e puna, ao menos Borges e Dagorberto, com o devido rigor. As faltas que cometeram foram sim violentas.
Caso Cachoeira, um best seller
Há 14 anos



