quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Seleção Brasileira fica no zero

Quem conseguiu assistir ao 0 a 0 de Brasil e Venezuela, ontem à noite, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Mas nem com o ufanismo exacerbado do Galvão Bueno foi suficiente para manter a atenção da galera. A fraca seleção venezuelana fez frente a desanimada seleção brasileira. Por um par de vezes chegou com perigo ao gol de Júlio César e por pouco não abriu o placar. A seleção brasileira, não raras vezes em que forçou o ritmo, contou com o apoio indesajado do azar. Foram duas bolas na trave e duas defesas milagrosas do goleiro adversário. O estádio recebeu bom público, mas foi muito maltrado pela turma da CBF. O ingresso tinha os preços nas nuvens, a torcida não pode comparecer aos treinos e parte da imprensa local foi simplesmente desconsiderada pela entidade. Mas tudo isso era mais ou menos esperado. Não foi por outra razão que este blog insistiu para que Dunga, que nada mais é do que double de técnico, fizesse novas convocações, de gente que aspira ainda vestir a amarelinha e ser lembrado para a África do Sul. Mas ele, limitado como sempre foi, tem medo de arriscar, mesmo que nada tenha a perder. Ontem não se jogava por nada, mas a torcida queria jogo, um mínimo de espetáculo. Os que pagaram, desembolsaram muito e não viram nada além do trivial. Os brasileiros entraram em campo para cumprir tabela e os venezuelanos para entrar nas páginas da história. Quase conseguiram. Mas o empate, na casa do Brasil, pode ser considerado um feito. Ainda que a seleção brasileira tem aplicado em campo a lei do mínimo esforço.

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