Se o presidente Marcelo Teixeira preocupa-se de fato com o futuro do Santos, estimularia desde já a renovação do elenco. O time, está mais ou menos certo, não sobe e nem desce muito na tabela do Brasileirão 2009. A variação, se acontecer, será mínima. O ideal seria aproveitar este tempo e iniciar a procura de um técnico experiente que saiba e goste de trabalhar com jogadores experientes e novatos (é preciso mesclar!). Será preciso sensibilidade para encontrar o equilíbrio. O técnico Vanderlei Luxemburgo, que tem contrato com o clube até dezembro, não é a pessoa indicada. Ele nunca olha para as divisões inferiores e gosta de trabalhar com jogadores consagrados, ainda que veteranos e já em fim de linha, como é o caso de Emérson, o novo "gerentão" do banco de reservas do Peixe. Outro dado importante que Teixeira deve considerar: os agentes Fifa, mais conhecidos como "empresários", que têm na Vila Belmiro uma desenvoltura que nenhum outro clube oferece. Eles, aproveitando o espaço e o acesso fácil à diretoria e ao técnico, colocam os seus jogadores em cena e livram-se dos salários. Na ativa e "visíveis" estes jogadores são negociados e o time fica a ver navios. Em todos os sentidos, inclusive literalmente. É preciso dar um choque no Peixe. Faz-se necessário despertá-lo. Pode ser com Teixeira, se não houver outra alternativa. Mas o ideal seria que novas idéias e pessoas surgissem. Só assim, como uma mudança radical o Santos pode mudar o seu futuro que hoje lhe é cinza.
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