Admito que a altitude foi 50% responsável pelo tropeço da Seleção Brasileira em La Paz. Mas qualquer um que entenda, um pouco que seja, do jogo da bola sabe bem que não é preciso mais do 50% de futebol para vencer os bolivianos. Aqui, lá ou em qualquer lugar. Noves fora, tirando o ar que falta - e falta mesmo -, o que faltou aos brasileiros foi futebol. Um mínimo de qualidade seria mais do que suficiente. Dois a um no placar até que foi pouco para eles. O time não jogou bem, mas o técnico Dunga é o grande culpado. Falta-lhe experiência e ousadia para comandar uma seleção naciona, qualquer que seja. O país já está classificado e não precisaria comparecer com aquele elenco milionário para apresentar aquele fiasco. Tivesse o Brasil um técnico mais seguro, sem medo de encarar a derrota, teria levado a La Paz um grupo de jovens bons de bola e que aspiram a "amarelinha". Perdeu-se, além do jogo, uma rara oportunidade de se testar novos talentos. E o que é pior, o time que "bateu a cara" na Bolívia é quase o mesmo que disputará a Copa do Mundo na Africa do Sul em 2010. Se houver novidades, serão rarissímas. Este que ontem vergou a amarelinha, independentemente do resultado, não é o do sonhos da torcida tupiniquim. Mas isso é o que menos importa. Dunga, a exemplo do seu antecessor, que formar uma "família" e levar aqueles chegados e dignos da sua confiança. Coisa do futebol profissional brasileiro. Coisas do absurdo!
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